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José Guimarães Coutinho

coutinhoQuem ouve o pastor José Guimarães Coutinho, Presidente da Assembleia de Deus em São Luís, inevitavelmente fica impressionado com o rigor de suas palavras. Apesar de exercer uma função de importância e notoriedade na obra de Deus, e ser bastante ocupado, ele mantém-se firme e perfeitamente alinhado, e seu discurso demonstra o quanto reverencia profundamente o modelo de vida ensinado por Jesus. Casado com a irmã Nazaré Lemos Coutinho, o casal tem três filhos: Jessé, Josué e Claudinéia. Aos 64 anos e quase 30 de ministério pastoral, o pastor Coutinho, que recentemente empreendeu viagem missionária à Austrália, tornou-se um dos mais respeitados líderes evangélicos do Brasil envolvido com missões. “Cumprimos cabalmente o Projeto da Igreja Assembleia de Deus em São Luís, lançado em janeiro de 2010, de chegarmos aos cinco continentes com a mensagem salvadora do Evangelho Pentecostal. Agora afirmamos que alcançar os cinco continentes não é mais desafio, senão enfrentado e vencido, em o Nome do Senhor!”, declarou o líder. Nesta entrevista ele fala sobre o Projeto de Missões e das comemorações dos 90 anos da AD em São Luís.

CEADEMA EM FOCO – Qual o resultado prático de sua recente e primeira viagem missionária à Austrália?
PR. COUTINHO – Que estamos conscientemente no plano de Deus, no que diz respeito à evangelização do mundo Mt 28. 19; Mc 16.15. Que cumprimos cabalmente o Projeto da Igreja Assembleia de Deus em São Luís (IADESL), lançado em janeiro de 2010, de chegarmos aos cinco continentes com a mensagem salvadora do Evangelho Pentecostal.  Que alcançar os cinco continentes não é mais desafio, senão enfrentado e vencido, em o Nome do Senhor! De contemplar a olhos vistos a grandeza, a beleza e a nobreza da Austrália, desfrutando da receptividade dos australianos, especialmente da Igreja de Deus ali radicada; de estabelecer parceria missionária com o povo de Deus em PERTH, a maior cidade Australiana, tendo a sensação de um dever que se cumpre no campo da evangelização mundial.

 ·       É notório que desde que assumiu, em 1996, a presidência da Igreja Assembleia de Deus em São Luís, o senhor estabeleceu o tema Missões como carro-chefe de sua administração. Por quê?
Em primeiro lugar, porque alcançar o mundo com o evangelho está inserido no texto áureo do Livro Supremo, João 3.16; Em segundo, que sem o evangelho os povos estão perdidos para sempre, e, tal qual Jesus, desejamos que todos sejam salvos, João 3.16,17; em terceiro, que na contextura evangélica das Assembleias de Deus, filiadas à CEADEMA, a IADESL tem o sagrado dever de, primeiramente, hastear e fazer tremular a bandeira do evangelho entre as nações. Até o ano de 1996, salvo o engano do erro, a nossa extensão missionária era até as aldeias indígenas, dentro de nosso próprio território e precisávamos fazer valer por fé e prática as missões transculturais, além fronteiras de nosso torrão brasileiro. Finalmente, porque é dever bíblico, cristão e eclesiástico de quem tem visão de Deus e das almas perdidas, crer irrestritamente na “Grande Comissão” (Mt 28 18-20).

 ·       Em um retrospecto simples destes 15 anos de gestão, a sua sensação-maior é de realização?
Não! É de falta de realização a contento de Cristo.

·       Em termos de experiência, deu para tirar lições de possíveis decepções?
Muitas que contorcem o coração, que entristecem profundamente o espírito, que angustiam e corroem deveras a alma; aprendi a ter paz, Is 38.17a, com Deus, com o próximo, com os irmãos e comigo mesmo.

·       A sua administração foi marcada pelo pioneirismo no que diz respeito à criação das chamadas áreas-pastorais. O que representa para o senhor o fato desta prática administrativa servir de modelo a várias igrejas no Maranhão e qual foi o efeito prático desta ação?
A sensação de um dever cumprido que brotou no meu coração de assim realizar quando ascendesse ao pastorado da Assembleia de Deus em São Luís. Glorifico a Deus por outras Assembleias de Deus estarem fazendo o mesmo de levar os obreiros mais perto da Igreja e trazê-la mais próximo de seus pastores, para melhor relacionamento, aproveitamento e aprendizado em Cristo, como a de um rebanho e seu pastor.

·       O que já se pode ter em termos de resultado da nova dinâmica da AD em São Luís, relacionada a Missões e implementada em 2010?
A expansão dos trabalhos em termos congregacionais, estruturais e financeiros, além de abrirmos o leque das oportunidades a muitos obreiros vocacionados, com fome e sede de Deus e de realizar a obra missionária.

·       Em 2012, a AD em São Luís elaborará uma programação especial alusiva aos seus 90 anos?
De fato! A IADESL, que teve o seu registro em 15 de janeiro de 1922, sob liderança do pastor colombiano Clímaco Bueno Aza, chegará aos seus 90 anos, com o favor de Deus em 15 de janeiro de 2012. Está sendo preparada uma grande celebração ao Deus maravilhoso que nos tem abençoado. Nossa programação está assim distribuída: Dia 09 culto de eleição e posse da diretoria no templo central; Nos dias 10 a 14, à noite, no estádio Nhozinho Santos e dia 15 pela manhã celebração batismal. Teremos participação dos pastores Pedro Aldi Damasceno, Rayfran Batista, Dário Martine (SP), Michael Obióra (Nigéria), Matias Soares (RJ), Nilson Gomes (SP) e Samuel Câmara (PA). E dos cantores Vitorino Silva, Ministério Hebrom (ES), Roseane Ribeiro (RJ) e Juliana Reame (SC). O companheiro é convidado a celebrar com a IADESL seus 90 anos de vitórias em nome de Jesus.

 ·       Num sentido mais amplo, qual seria o maior desafio à obra missionária?
Encontrar o missionário certo para o povo certo, fazendo valer acertadamente com bons frutos a obra de missão, além dos povos e nações nos cinco continentes que clamam pelo socorro de Deus.

 ·       Que conselho o senhor daria a alguém que afirma ter a convicção da chamada de Deus para as missões, mas que está no anonimato absoluto?
Confiar em Deus e progredir trabalhando na Igreja local sempre e abundantemente na obra do Senhor, tendo a certeza de que independente de “chamada”, que o seu trabalho para Deus terá uma recompensa, II Co 15.7; I Co 15. 58.

 ·       Uma palavra aos líderes que se sentem indiferentes às Missões.
Que despertem antes que seja tarde demais, II Reis 7.9.

 ·       O que senhor experimentou no passado no meio assembleiano e sente falta hoje?
Da perseverança nos bons costumes, gerados pela boa doutrina.

·        Como definir avivamento?
Com relação a Deus – adorá-lo e servi-lo ardentemente; Com relação a si mesma (Igreja) guardar-se da corrupção do mundo; Com relação ao mundo – pregar, ensinar e viver o Evangelho Pentecostal e conquistar almas para o Reino de Deus.

·        Alguns pastores jubilados se encontram deprimidos por viver uma vida diferenciada em todos os sentidos do que foi a vida do exercício pastoral. Qual seria o caminho ideal, em sua opinião, para se chegar a uma jubilação-pastoral mais animada?
É difícil apontar o caminho pelo qual nunca percorremos. É mister que a Convenção Maranhense, sempre zelosa pelos seus obreiros, se assente em Conselho e trate seriamente desse assunto, em prol da vida desses valorosos obreiros que produziram para causa do Senhor.

·        Qual o fato mais marcante de sua vida cristã?
Ser salvo pela graça de Deus.

·        E o mais marcante de sua vida ministerial?
Ser Pastor Presidente da IADESL e membro da magna CEADEMA.

·        Qual foi a ultima vez que o senhor chorou?
Não sei e creio que jamais saberei, pois choro de dia e de noite, especialmente quando busco a Deus em oração.

·       O senhor tem um perfil inspirativo em termos de ética e confiança. Neste sentido, por que é tão fácil para o senhor o que geralmente é tão difícil para a maioria dos líderes e, principalmente, em dias tão difíceis…
A ética, como um dos seis sistemas tradicionais da filosofia, tem como um dos alvos, a conduta ideal do homem, na família, na sociedade, na política e na Igreja. O pecado, porém, através dos tempos, desde o principio quando entrou no mundo, transtornou a sua vida, inclusive o seu comportamento ético. Para sermos éticos não somente no conceito filosófico, mas, sobretudo bíblico e cristão, basta atentarmos para os dois principais mandamentos da lei de Deus. O primeiro e o nono.

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