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Atitudes humanas diante da santidade de Deus

Estudar a natureza de Deus é uma necessidade de todo cristão. Deus é santo e quanto mais conhecemos sobre o caráter santo de Deus mais nos tornamos conscientes da necessidade de santificação em nosso viver diário (Is 6.3-7). O apóstolo Pedro, em sua 1ª epístola 1.15,16 cita Levítco 11.45b: “Portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo”. Esta pequena recomendação é parte de uma admoestação feita aos cristãos para que aprendessem a viver separados do pecado. Como nos ensinam os teólogos evangélicos (Ferreira & Myatt, p.212, 2007). “O padrão da santidade é o caráter santo de Deus. Santo (hagios) é a qualidade de pureza e retidão moral. Significa seu estado de separação do pecado”.  Desta forma, a palavra santo descreve o íntimo da natureza de Deus. A santidade tem um sentido ético. Deus está afastado de qualquer pecado e mal. Ele nem pode tolerar a presença do mal. A ira de Deus é a sua santidade posta em ação contra o pecado (Ap 6.16,17).

Para nos revelar que é santíssimo, o Senhor nosso Deus estabeleceu sua própria santidade como o padrão moral que devemos imitar. Além destas verdades sobre a natureza santa do nosso Deus, os autores bíblicos, várias vezes, empregam a imagem da luz para ilustrar a pureza moral de Deus (Êx 24.17; Tg 1.17; 1 Pe 2.9; 1 Jo 1.5;2.8-10).  O estudo da santidade de Deus deve provocar em nós pelo menos quatro atitudes:

       Em primeiro lugar, o estudo da santidade de Deus deve gerar em nós um santo e constante temor em forma de reverência à sua santa presença (Sl 2.11;29.2;96.9). A presença de Deus é gloriosa, santa e magnífica. E a reverência, torna-se, portanto, evidenciada na vida e nas atitudes daquele que reconhece a santidade do grande e eterno Deus (Hc 2.20).

Em segundo lugar, o estudo da santidade de Deus deve gerar em nós gratidão contínua por nos aceitar em sua presença, mesmo com nossas imperfeições (Sl 103.8-14). Deus é tão santo que até em seus anjos encontra imperfeição, no entanto, Ele nos aceita por causa da justiça e santidade de seu filho Jesus Cristo,  executadas em nosso favor.

Em terceiro lugar, o conhecimento da santidade de Deus deve  impregnar em nós um desejo sincero de sermos seus imitadores como filhos amados (Ef 5.1; 1 Pe 1.15,16). Todo seguidor de Jesus deseja ser um imitador de seu mestre.

Em quarto lugar, ao estudarmos a santidade de Deus, somos beneficiados com uma constante e extraordinária renovação da esperança de sermos semelhantes a Ele em sua glória como nos ensina o apóstolo João em sua sua primeira epístola universal. “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não conhece a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.  E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro”. (1 Jo 3.1-3).

Todo cristão deve agradecer a Deus porque para todo o tempo, enquanto  aqui vivermos, Ele graciosamente providenciou os meios necessários para conhecermos a sua natureza santa,  e Ele mesmo coloca-se como o agente da nossa santificação, nos oferencendo também os meios necessários para vivê-la experimentalmente. Ela é essencial, pois, “sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Um conceituado escritor cristão declarou que a palavra de Deus é um dos meios mais adequados para a prática da santificação no dia a dia do cristão. “O cristão deve ler a Bíblia para ser sábio, crer nela para ser salvo e praticá-la para ser santo”.

Fica claro, então, que Deus tem um programa, um plano de santificação para o seu povo através dos tempos. O que Deus deseja não é apenas melhorar ou educar a mente ou a natureza do seu povo, embora  estes aspectos estejam também inclusos, mas Ele quer, principalmente, ver em nós a santificação como resultado da conversão genuína: “Mas, agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação e, por fim, a vida eterna”. (Rm 6.22). Nós fomos chamados por Deus para uma vida de santidade tanto na família como na igreja e também na sociedade, como nos ensinou o próprio Senhor Jesus: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.16).

Assim, convém que continuemos estudando a santidade do Eterno e Todo Poderoso Deus a quem servimos para que tenhamos não apenas um profundo conhecimento de sua natureza e ações, mas também para podermos viver em comunhão com Ele. O profeta Oséias já alertava os seus contemporâneos com esta exortação: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor…”. (Os 6.3a). As verdadeiras atitudes de quem busca este conhecimento e procura experimentar sua santidade são principalmente humildade e dependência Dele nesta caminhada terrena, até  o tempo de estarmos com Ele eternamente.

Pr. Rayfran Batista da Silva – rayfranbatista@gmail.com

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