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Sudão

A Igreja

O cristianismo teria chegado ao Sudão (Núbia) por volta do século III, devido à influência cristã de seu vizinho (Egito) e de outros territórios da África dominados pelo Império Bizantino. No século VI, o rei Dongola se converteu ao cristianismo de origem copta (egípcio).

A conversão do rei colaborou para que missionários cristãos convertessem todo o Sudão por volta do século VI, mas forças islâmicas subjugaram completamente os reinos cristãos nos séculos XIII e XIV.

Atualmente, o país é o lar de milhões de cristãos, estimados em quase 20% da população. Eles se concentram principalmente na região sul, onde se acredita que 80% dos habitantes pratiquem o cristianismo.

A Perseguição

Apesar da intensa perseguição, os cristãos sudaneses têm realizado ministérios significativos, com Cruzadas evangelísticas na capital, Cartum, e igrejas se multiplicando rapidamente no sul do país. Apesar do risco substancial, diversas organizações estrangeiras oferecem ajuda humanitária, literatura e treinamento à igreja sudanesa.

As campanhas coercitivas de islamização promovidas pela Frente Islâmica Nacional (FIN) e dirigidas primariamente aos cristãos e animistas negros do sul do país constituem um dos ataques mais cruéis à igreja cristã de que se tem notícia no mundo. Há uma ampla e atualizada documentação que denuncia a venda de cristãos como escravos a comerciantes árabes do norte do Sudão, a separação de famílias, a imposição coercitiva da fé islâmica a crianças cristãs, a total destruição de igrejas e o uso de tortura. Relatos ainda revelam a prática da “crucificação” de cristãos, que consiste no espancamento de pessoas amarradas em cruzes.

Ao longo dos últimos anos, nove instituições católicas foram demolidas ou confiscadas. Além disso, pastores são detidos e encarcerados sob falsas acusações, e já houve casos de prisão e condenação à morte de muçulmanos convertidos ao cristianismo.

Os cristãos estão enfrentando muitas ameaças que vem da sociedade, majoritariamente islâmica, e do governo. Os líderes das igrejas disseram que o governo está endurecendo ainda mais o controle sobre as igrejas e existe o desejo das autoridades de eliminar o cristianismo do país.

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